Mentoria – O que é?

MENTORIA
Por Erilson Queiroz – 19/09/2017

1 – Contextualização
O caminho do empreendedorismo é cheio de obstáculos e o processo de mentoria traz o aprendizado necessário para superá-los e transformá-los em oportunidades.
É comum empreendedores criarem novos negócios sem mercado claramente definido, sem uma comunicação efetiva e também sem um foco na operação, mas ao longo de mentorias estes empreendedores aperfeiçoam suas soluções, realizam validações de mercado e melhoram seu modelo de negócio. Isto ocorre quando os empreendedores aproveitam ao máximo os conhecimentos do mentor.

2 – O que é Mentoria?
Nada mais é do que um método de transmissão de conhecimentos e experiências, e, em muitos casos, ocorre naturalmente nas relações profissionais e pessoais.

3 – Como funciona a Mentoria
Encontros com roteiros previamente formatados, que podem ser presenciais ou online, nos quais o mentor apresenta informações e treinamento sobre sua área de competência, discutem ideias, contam sua própria história e faz provocações.
Confiança e empatia são fundamentais para uma boa mentoria. Na verdade, isto é fundamental para construir relacionamentos que sejam significativos. Portanto, é preciso mostrar interesse pelo empreendedor.

4 – Papel do Mentor
O principal papel do mentor é justamente desafiar o empreendedor e fazê-lo pensar em alternativas ao seu negócio. Construir uma startup é percorrer o fluxo de construir-medir-aprender enquanto se busca por um mercado. Portanto, é comum neste momento o mentor fazer perguntas complexas e comparações com outros negócios, assim ele ajuda você no processo de reflexão e aprendizado sobre o mercado ou modelo de negócio. É exatamente isto que se espera que o mentor faça, pois, assim, ele estimula os empreendedores a buscar respostas e aprimorar seus negócios. Em momento algum, o papel do mentor é dar as respostas certas. Este seria o papel de um consultor. O papel do mentor é orientar o empreendedor de maneira que ele descubra por si próprio as respostas.

5 – Característica do Mentor
Geralmente, os mentores que participam dos programas de aceleração são profissionais com mais experiência, que aprenderam na pele, como executivos de grandes empresas, professores ou consultores de negócios ou, ainda, empreendedores mais experientes. Na maioria dos programas de empreendedorismo e nos eventos de startups, os mentores são voluntários, pois entendem que precisam retribuir à sociedade e ajudar outras pessoas a construir seu futuro.

Estudos de Caso sobre Startups (#1) – Theranos

Por Arthur Andrade

Essa empresa que começou como uma startup foi fundada em 2003 nos Estados Unidos por Elizabeth Holmes, que estudava engenharia química em Stanford, até que decidiu sair da universidade para empreender na área de saúde.

A ideia dela, que tinha medo de agulhas, seria criar testes de sangue indolores e mais acessíveis, onde uma gota de sangue de um simples furo no dedo pudesse substituir os métodos tradicionais de extração desse fluido e o batizou de ‘Edison’ – uma homenagem a Thomas Edison, grande inventor americano.

Inicialmente, até o final de 2004, ela já havia criado a marca “Theranos” (junção dos nomes ‘therapy’ ou ‘terapia’ em inglês + ‘diagnose’), alugado um espaço para o empreendimento e arrecadado 6 (seis) milhões de dólares de investimento-anjo[1]. Desse período até 2010, a empresa tinha firmado contratos com companhias farmacêuticas para realizar testes clínicos e adquirido 92 milhões de dólares de investimento.

Até 2013, ela já tinha um excelente quadro de diretores, que incluía George Shultz, ex-Secretário de Estado do governo americano e não havia sequer publicidade da empresa para o público, nem sítio eletrônico, até a parceria nesse mesmo ano com a Walgreens para ter centro de coleta de amostras de sangue nas lojas dela.

Assim, em 2015, a fundadora tinha 4,5 bilhões de dólares em capital, correspondente ao seu montante de ações na empresa (50%), o que a fez entrar no rol de bilionários jovens e a ganhar atenção e reconhecimento da mídia mundial sobre o seu empreendimento. A companhia chegou a valer R$ 9 (nove) bilhões de dólares[2]. Tudo parecia ir muito bem com a Theranos.

Contudo, em 2016, após aferições calculadas por diversos analistas de mercado, a Theranos passou a ter um valor de mercado aproximado de 700 milhões de dólares, um valor 80% menor que o anterior, só que essa medição se baseou em outros critérios sobre a Theranos.

Primeiramente, ao que parece, segundo divulgação na imprensa[3], a empresa não conseguiu realizar testes de sangue comprovadamente seguros, pois seus resultados destoavam dos testes tradicionais e estava investindo em um substituto, um aparelho de detecção de vírus que também falhou.

Ela não entregava bons resultados dos testes de sangue à ‘Food and Drug Administration’ (FDA) (correspondente à brasileira ANVISA) houve restrições realizadas por esse órgão aos exames desse tipo da empresa. Fábricas foram fechadas.

A Theranos fazia outras detecções, como com o vírus Herpes, mas foi divulgado somente um envio de teste bem-realizado à FDA. Funcionários delataram a empresa sobre seus testes imprecisos[4] e esse órgão e departamentos estaduais de saúde passaram a investigar a empresa com a possibilidade de aplicar-lhe sanções.

O resultado, depois dessa confusão toda, é que a fortuna bilionária da fundadora foi estimada em zero, pois como suas ações não são preferenciais em caso de falência da empresa, os acionistas e os investidores receberiam as indenizações devidas antes dela, o que prejudicaria seu patrimônio.

Já em 2017, sob riscos de processos de investidores, tentativas de dar a volta por cima dessa situação e voltar a crescer junto a órgãos do governo, investidores e público, a fundadora disse que irá pagar com suas ações aos acionistas que prometerem não processar a companhia[5] e só haveria 150 milhões de dólares em caixa – excluindo os débitos.

O futuro da Theranos é incerto – não se compara mais ao brilhantismo de antes, que pode ter sido inflado pela mídia e divulgado como um empreendimento de sucesso mesmo antes de ter chegado nesse nível.

O que se pode apreender e aprender com essa história é uma lição simples que pode ser aplicada às startups: Não se deve acreditar que algum projeto é um sucesso antes de verificar se ele tem condições, de fato, de sustentar todas as suas boas previsões. Como o valor de mercado de empresas de tecnologia é uma estimativa, mas nem sempre condiz com a realidade, pequenas empresas podem chegar a receber aportes muito altos de investidores e não passarem a gerar o lucro esperado – há que se ter precaução antes de aplicar o próprio capital em projetos como a referida Theranos.

[1] Disponível em: < http://www.newyorker.com/magazine/2014/12/15/blood-simpler >

[2] Disponível em: < https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2016/06/01/from-4-5-billion-to-nothing-forbes-revises-estimated-net-worth-of-theranos-founder-elizabeth-holmes/#e3073cb36331 >

[3] Disponível em: < https://techcrunch.com/2017/01/17/theranos-last-lab-inspection-test-fail/ >

[4] Disponível em: < http://exame.abril.com.br/negocios/theranos-maior-promessa-da-saude-nao-entrega-o-que-promete/ >

[5] Disponível em: < http://www.cnbc.com/2017/03/23/theranos-sell-shares-to-investors-promise-not-to-sue.html >

A ACELERADORA RUNPAL INAUGURA SUA SEDE EM BRASÍLIA

Com o propósito de fazer diferença positiva no mercado, chegou a Brasília a RunPalBr Aceleradora de Startups, de Empresas e Negócios com a proposta de fortalecer o ecossistema de startups e de empresas centradas em tecnologia, assumindo o compromisso social de impulsionar a economia, além de estimular o espírito empreendedor e inovador de todos aqueles que a ela se juntarem nessa jornada.

Formada por profissionais e gestores com mais de 30 anos de experiência comprovada nas áreas de negócios financeiros, bancários, de tecnologia da informação e gestão de empresas de grande porte, o time da RunPal acredita que, estimulando a capacidade humana de superação, o empreendedorismo e a inovação são a melhor e mais inteligente forma de impulsionar a economia nacional, especialmente em momentos de crise econômica.

A RunPal (que significa “parceiros de corrida” ou  “corrida de amigos”, em tradução livre) inaugurou sua sede, no dia 1º de setembro, no coração de Brasília (Palácio do Rádio II, no início da Asa Sul),  concebida como local destinado a favorecer o garimpo de ideias, mapeamento de necessidades de momentos de vida, formação dos melhores times, descoberta e desenvolvimento de clientes e parcerias em negócios rentáveis, repetíveis e escaláveis, de modo a criar soluções funcionais e de elevado interesse para a sociedade brasileira e internacional.

Na sua proposta de valor agregado, estão incluídas a oferta de um laboratório (Lab) de desenvolvimento de soluções e de consultoria e assessoria em gestão empresarial e em tecnologia da informação e de comunicações, com apoio de investidores que acreditam em bons projetos e em bons planos de negócios, viabilizando o desenvolvimento de boas ideias e o rápido crescimento dos negócios delas decorrentes.

O time RunPal acredita que deve direcionar suas energias e foco para a geração de soluções inteligentes e eficientes destinadas a elevar a qualidade de vida do ser humano, da sociedade e do ambiente em que vivem, produzindo mais, com menos esforço e com sustentabilidade consistente, de modo a tornar a vida mais prazerosa para todos.

Silicon Wadi: O Vale do Silício Israelense, o 2º Maior do Mundo

Por Arthur Andrade

Ecossistema de startups israelense (https://mappedinisrael.com/)

Aqueles que começam a estudar startups inicialmente vislumbram o Vale do Silício americano, que é o maior dentre todos, e têm o senso comum que o segundo mercado desse setor estaria na Europa (a 2ª maior economia do mundo enquanto bloco econômico) ou na Ásia, considerando o alto nível tecnológico de países como Japão e Coreia do Sul ou China, por ser a 2ª maior economia do mundo entre os países, mas isso está incorreto. Realmente, fica na Ásia, mas não em países do Leste asiático, mas do Oeste desse continente, mais especificamente no Oriente Médio, em Israel.

O cenário de startups de Israel é o 2º maior do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e que atrai diversas companhias a investir lá (um número que comporta mais de 100 multinacionais), como a Intel[1], que comprou a Mobileye (startup especialista em computação para veículos automotores autônomos e que trabalha com companhias como BMW e Audi) por pouco mais de 15 bilhões de dólares em 2017.

Não é recente a influência de Israel no mercado de tecnologia para o mundo. Em 1998, a israelense Mirabilis criou o ICQ, software de mensagens, que foi comprada pela americana AOL e que se tornou um sucesso mundial em 2001. A M-Systems em parceria com a IBM foi uma das pioneiras no desenvolvimento de pendrives. A caneta tradutora (Quicktionary) que serve de dicionário eletrônico foi criada nesse país, pela WizCom Technologies. Serviços como Babylon, Viber e Waze, como tantos outros, também têm criação israelense.

A cidade de Tel-Aviv por si só teve um crescimento de 2,9% de crescimento em 2015, ficando em terceiro lugar no ranking de crescimento de startups em cidades pelo mundo – atrás de Berlim (com 10%) e Londres (3,3%) e à frente do Vale do Silício (2,1%).

Com uma população de apenas oito milhões de pessoas, esse país[2] criou mais de 1.400 startups de tecnologia e fez circular 9,2 bilhões de dólares nesse setor somente em 2015. Nesse quesito, Israel investe 4,1% do PIB per capita em Pesquisa & Desenvolvimento – P&D (ou R & D – Research & Development – em inglês) realizada por civis (considerando que isso não inclui militares – um setor forte em Israel), mais que o dobro do que é investido pela União Europeia na mesma área, que está em torno de 1,9%.

De acordo com o Banco Mundial, Israel gastou 3,9% de seu PIB para P & D em 2012, muito mais do que qualquer outro país no mundo, inclusive mais que a Finlândia e a Suécia, que investiram nela mais de 3%, cada uma.

Para explicar isso é essencial trazer à exposição que o governo israelense criou o programa Yozma para impulsionar a indústria de capital de risco (venture capital) do país em 1993, o que deu garantias de risco a fundos privados que investiram em startups e fundaram seus próprios fundos de capital de risco posteriormente.

Atualmente, considera-se que é muito mais fácil arrecadar fundos em Israel do que na maioria das outras regiões, tendo em vista que esse país tem o maior nível de capital de risco como parte do PIB em todo o mundo, segundo a OCDE: Em 2011, metade do PIB do país estava disponível como capital de risco, o que é uma proporção muito maior que a realizada pelos Estados Unidos, com 0,2% do PIB, que estão em segundo lugar nesse ranking (“venture capital sobre porcentagem do PIB”).

As empresas de tecnologia arrecadaram US$ 867 milhões em Israel em 2011, em comparação com os US$ 706,2 milhões da Alemanha, no mesmo setor. É importante citar que, depois do Vale do Silício, mais capital de risco vai para Israel do que qualquer outro lugar no mundo e que depois do Reino Unido, há mais empresas israelenses listadas no NASDAQ do que qualquer outro país do mundo.

Contudo, quem conhece esse mercado não reduz esse sucesso a tão-somente a ação do governo em relação aos investimentos, pois a iniciativa privada, como a população em si, também são fatores que o explicam. O nível educacional israelense, principalmente o acadêmico (bastante considerável nas áreas de biotecnologia e computação), é um dos maiores do mundo, que o setor militar desse país também o influencia – nas décadas de 60 e 70, os militares investiram na aplicação civil de tecnologias militares – e fatores, como grande concentração de investidores-anjo, a cultura empreendedora dos israelenses, as já citadas multinacionais, dentre outros.

Por isso, é interessante vislumbrar Israel como um polo tecnológico de startups, fundamental para se visitar por quem deseja investir nessa área em escala global, ou mesmo regional, considerando que o país comporta outro “Vale do Silício”, o Silicon Wadi, que já é responsável por tantas inovações no mundo e que pode trazer outras futuramente.

[1] Disponível em: < https://techcrunch.com/2017/03/13/reports-intel-buying-mobileye-for-up-to-16b-to-expand-in-self-driving-tech/ >

[2] Disponível em: < https://www.rolandberger.com/publications/publication_pdf/tab_start_ups_israel_final.pdf >

RUNPALBR participa da 2ª Feira de Startups do DF

A convite da CASULO – Incubadora de Empresas, do UniCEUB,  a  RunPalBr se  fez presente na 2ª Feira de Startups do Distrito Federal, evento integrante do Capital Empreendedora 2017, que ocorreu no dia 06 de maio, das 9h às 19h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB),

Com o objetivo de apresentar negócios inovadores para o público em geral, empresas parceiras, investidores e possíveis clientes, foram realizadas  palestras, oficinas, workshops e mesas-redondas sobre empreendedorismo, além de exposição de startups em uma estrutura que favoreceu e dinamizou o network.

A RUNPALBR participou das bancas de pitch, durante as quais as startups presentes apresentaram seus projetos e modelos de negócios para potenciais investidores e aceleradoras.

O evento certamente contribuiu para fortalecer ainda mais o ecossistema de empreendedorismo no Distrito Federal, em franco e crescente processo de evolução.

Mais sobre o assunto:
https://www.uniceub.br/eventos-academicos/eventos-uniceub/2017-1o-semestre/2a-feira-de-startups.aspx

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/evento-traz-feira-de-startup-gratuita-para-brasilia-neste-sabado.ghtml

 

7 maneiras de introduzir inteligência artificial nas empresas

Autor: REDAÇÃO / Fonte: IT FORUM 365 / 21 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 13:04

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Muitos fornecedores têm buscado formas de entrar nesse campo, e as suas ofertas fornecem opções para qualquer companhia que queira fazer seus processos ou produtos mais inteligentes

Existem diversos tipos de técnicas de inteligência virutal (AI, na sigla inglês), cada uma exigindo algum conhecimento técnico para compreendê-la completamente. Com as recém-chegadas dessas tecnologias, as empresas estão tendo dificuldades para descobrir qual a melhor forma de adotar a AI.

Basicamente, tecnologias cognitivas podem ser apenas extensões autônomas de análises tradicionais – executadas automaticamente por meio de todas as combinações possíveis de variáveis de previsão em uma análise de regressão, por exemplo.

Embora estas tecnologias possam parecer assustadoras, a boa notícia é que a implementação de soluções cognitivas está ficando cada vez mais palpável. Muitos fornecedores têm buscado formas de entrar nesse campo, e as suas ofertas fornecem opções para qualquer empresa que quer fazer seus processos ou produtos mais inteligentes. A análise é de Thomas H. Davenport, professor de gestão e tecnologia da informação no Babson College (EUA), e co-fundador do International Institute for Analytics. Em artigo publicado na Harvard Business Review, Davenport listou sete maneiras para começar a usar ferramentas cognitivas.

1. Use software de fornecedores que tenham capacidades cognitivas
Dois exemplos são Salesforce e Oracle, que anunciaram recentemente que estão adicionando capacidades cognitivas aos seus produtos. A Salesforce desenvolveu recursos para suas nuvens de software voltados para o cliente, incluindo a capacidade de marcar automaticamente oportunidades de vendas, ler e-mails de clientes, e classificar imagens utilizadas nos meios de comunicação social. Outras empresas de CRM, como a Costumer Matrix, foram fundadas com a ideia de combinar ferramentas cognitivas com capacidades transacionais de clientes. A Microsoft também anunciou recentemente que vai acrescentar capacidades cognitivas para muitos de seus produtos de software.

2. Escolha um projeto pequeno e um fornecedor com custos baixos
Ao invés de ir “all in”, algumas empresas optam por escolher um pequeno projeto e usar um conjunto de ferramentas menores. Um exemplo é a Cognitive Scale – empresa que conta com vários líderes que eram executivos do Watson na IBM. A companhia tem uma abordagem de desenvolvimento “10-10-10”, no qual o objetivo é construir uma aplicação cognitiva em 10 horas, personalizá-la em 10 dias, e implementar dentro de 10 semanas. Algumas das ofertas “de automação de processos robótico” de empresas como Blue Prism e Automation Anywhere também se qualificam como de baixo custo, embora até o momento o seus softwares não “aprendam”. Embora estes tipos de projetos exijam alguma consultoria para treinar ou configurar o software, geralmente há serviços disponíveis a partir de empresas de softwares ou seus parceiros de consultoria para efetuar esse trabalho.

3. Construa sua análise de forças para enfatizar o machine learning
Algumas formas de machine learning – particularmente aquelas baseadas em análise de regressão – são extensões diretas de capacidades analíticas de uma empresa. Se você já domina grande parte da “análise artesanal” com base em hipóteses humanas, pode ser o momento para explorar a geração automática de modelos analíticos por meio da aprendizagem de máquina.

4. Watson
O Watson, da IBM, ocupa a posição de alto custo e destaque na corrida cognitiva. Mas sim, você pode acessar a preços acessíveis as APIs do Watson por meio do Bluemix, desenvolvedor de cloud da IBM. A empresa gosta de começar o trabalho junto a clientes com uma proposta “Cognitive Value Assessment”, que indica o melhor lugar para obter sucesso com soluções cognitivas. Em seguida, a companhia fornece consultores e até mesmo pesquisadores Ph.D. para auxiliar os clientes. Mas isso não produz um resultado mais barato ou rápido. Especialmente se você for o primeiro em sua indústria a usar o Watson, haverá necessidade de diversos treinamentos e integrações. Mas as empresas que se sentem confortáveis em trabalhar com a IBM em grande escala e acreditam que é importante para dar um grande passo em seus negócios com a tecnologia cognitiva, vão considerar esta abordagem adequada.

5. Utilize chatbots
Chatbots são uma tecnologia cognitiva que usam conversas com linguagem naturais para interagir com aplicativos. Google, Apple, Microsoft e Facebook têm plataformas para desenvolvedores para implantar suas chatbots. Especialmente se a sua empresa está focada em mobile, em que os consumidores parecem particularmente inclinados em utilizar chatbots, você pode usar a tecnologia cognitiva, escolhendo uma das APIs dessas empresas e conectar seus aplicativos com elas.

6. Transforme sua aplicação em uma ferramenta mais inteligente ou autônoma
Usando arquiteturas modulares, baseadas em componentes, é possível adicionar abordagens cognitivas para aplicações.

7. Desenvolva soluções a partir de softwares abertos
Há um vasto leque de opções de softwares cognitivos open source. A desvantagem é que, uma vez que o software é livre, esta abordagem oferece os mais baixos custos de software. E provavelmente também irá produzir os mais altos custos com recursos humanos, uma vez que os cientistas de dados que podem usar essas bibliotecas são raros e caros. Construindo sua solução cognitiva a partir do zero com ferramentas de código aberto também pode demorar mais do que algumas das outras opções. Portanto, este ponto, provavelmente, só faz sentido se a sua empresa tem necessidades muito especializadas e está disposta a fazer um compromisso de longo prazo para construir capacidades cognitivas. Também é uma boa abordagem se você pretende incorporar características cognitivas em seu produto ou serviço.

Fonte: http://www.itforum365.com.br/tecnologias/inteligencia-artificial/7-maneiras-de-introduzir-inteligencia-artificial-nas-empresas

Tecnologia ‘blockchain’ promete revolucionar armazenagem de dados

MERCADO• RAPHAEL HERNANDES – DE SÃO PAULO • 15/04/2017 – 02:00

Uma nova tecnologia chamada blockchain promete revolucionar a armazenagem de dados digitais, com mais segurança e transparência.

Esse sistema rompe o padrão usado atualmente por bancos de dados, inclusive os usados por instituições financeiras, para armazenar informações de seus clientes.

Hoje, os servidores são centralizados, mantidos e controlados pelo seu dono. Se alguém transfere dinheiro pela internet, o banco A precisa verificar em seus registros se há fundos disponíveis para informar o banco B. Se há erro no processo, o segundo acaba prejudicado.

Com o blockchain, em vez de concentrar tudo num lugar só, os bancos de dados são espalhados por uma rede com várias máquinas conectadas, em diversos locais, cada uma com uma cópia do conteúdo. Tudo gerenciado de forma compartilhada.

Os dados são armazenados em blocos de informação criptografada, que se conectam como uma corrente &ndash;daí o nome “cadeia de blocos”, em inglês. Com tudo interligado, é impossível excluir uma informação depois que ela foi inserida no sistema.

“A questão é que usar um banco de dados convencional facilita fraude. A partir do momento em que a estrutura está distribuída, [fraudar o conteúdo] é praticamente impossível”, diz Paschoal Baptista, sócio da consultoria Deloitte.

Isso porque, para que alguma alteração aconteça, o blockchain tem que entrar em consenso. As várias máquinas que guardam a informação precisam concordar que aquele processo é válido.

Se um computador for hackeado, os outros conectados à rede perceberão a fraude e poderão corrigir o problema.

No caso da transação bancária, em vez de só o banco A checar os fundos, toda a rede o faria &ndash;e o banco B teria acesso a essa rede.

A segurança da tecnologia, no entanto, não é perfeita. “Não há nada 100% seguro”, diz Rafael Sarres de Almeida, professor do Universitário de Brasília e analista de TI do BC.

Almeida diz que é importante manter os protocolos de funcionamento do blockchain atualizados. “Hoje está seguro. Há como manter assim agindo ativamente no caso de qualquer falha, mas, se não tomar nenhuma atitude alterando as regras de criptografia, no futuro você pode ter um problema grave.”

O blockchain já é usado em alguns processos. Ele surgiu em 2008 como a infraestrutura responsável pela moeda virtual bitcoin. Seu uso ampliado, porém, é algo novo e está em fase de estudos, por isso ainda não há muitas aplicações concretas disponíveis.

Um dos usos práticos são os contratos virtuais inteligentes, que fazem com que ações aconteçam automaticamente segundo parâmetros determinados entre as partes. Por exemplo, fazer o pagamento de uma multa caso um termo não seja cumprido.

Outro caso é o da empresa britânica Everledger, que usa a tecnologia para rastrear diamantes desde a produção até o consumidor final para garantir são verdadeiros.

“O blockchain é muito similar à internet em 1994. Muitas pessoas falam sobre seu potencial, mas poucos sabem aproveitá-lo”, resume Brian Behlendorf, diretor-executivo do Hyperledger, projeto colaborativo mantido pela Linux Foundation &ndash;que tem apoio de gigantes como Intel e IBM&ndash;, que visa o desenvolvimento desse sistema. “A sensação é de uma revolução.”

Segundo especialistas, as implementações vão desde sistemas para evitar fraudes em bancos a postes inteligentes que alertam a polícia ao ouvir barulhos de tiros e mecanismos para ajudar a controlar a qualidade da carne.

Tal Eisner, diretor de produtos da empresa israelense de cibersegurança ThetaRay, diz que o mercado ainda não compreendeu a tecnologia. “Essas conexões de certa forma invisíveis são ainda um problema, pois atraem hackers e ameaças”, afirma.

Relatório da consultoria Greenwich Associates aponta que um dos grandes desafios será estabelecer o mecanismo de consenso do blockchain que chancela e registra as operações em cada rede.

Para Jonatas Leandro, da IBM Brasil, o sistema passará por três fases até se consolidar: pesquisa, aprendizado e experimentação; exploração pontual, que já começou; e uniformização.

Fonte: https://m-folha-uol-com-br.cdn.ampproject.org/c/m.folha.uol.com.br/amp/mercado/2017/04/1875723-tecnologia-blockchain-promete-revolucionar-armazenagem-de-dados.shtml

Blockchain – A nova revolução tecnológica não será centralizada

Blockchain – A nova revolução tecnológica não será centralizada

Pedro Pinto – 11 Abr 2017

Blockchain, a tecnologia revolucionária por trás do Bitcoin, da plataforma Ethereum, do consórcio bancário R3, com base entre a parceria IBM-Maersk, do projeto em que a IBM, Walmart e a Universidade de Tsinghua procuram garantir que todos os chineses tenham acesso a comida saudável, ou da oferta de serviços Blockchain as a Service disponibilizado pela Microsoft Azure.

Mas afinal o que é o Blockchain?
Há livros, artigos em jornais e menções em revistas e muitos outros materiais de marketing um pouco por todo o lado, mas pouco é dito sobre o porquê de precisarmos de uma nova revolução tecnológica agora ou como pode um profissional fora das Tecnologias de Informação entrar neste admirável mundo novo, seja ao adoptar e contribuir para um dos muitos projetos já perfeitamente viáveis ou para criar algo novo, por si mesmo.

Quer deseje mudar o mundo ou forçar uma qualquer indústria a reimaginar-se, ou simplesmente pretenda adquirir uma nova perspectiva com a qual pode tentar resolver problemas antigos, teremos de começar pelo princípio.

Elevator Pitch

A Blockchain é uma base de dados segura e distribuída à escala planetária para os seus bens digitais.

Vou poupar aqueles que ainda não foram iniciados nas artes sagradas que são a matemática e a contabilidade, pois bastará dizer que não é coincidência que alguns dos mais antigos registos escritos sejam, basicamente, livros razão gravados em blocos de pedra.

Porque precisamos de uma nova revolução tecnológica

Penso que será óbvio para todos que desde que a Internet se tornou tão comum como a eletricidade, que as maiores inovações tecnológicas foram desenvolvidas para ela, nela, e por ela. Sem grande esforço podemos listar pelo menos a Cloud, o mobile, o comércio eletrónico, as redes sociais, streaming de música e vídeo, IoT e Big Data.

O problema é que estas tecnologias foram criadas para dar resposta a uma série de desafios que hoje já nos parecem banais e com requisitos de sistema hoje já bastante desfasados da nossa realidade.

Por exemplo, para aceder de forma segura a uma página na internet, precisamos de um computador com um sistema operativo e um browser, um servidor que traduza o nome de domínio para um endereço de IP, e pelo menos uma firewall e um servidor de páginas web com HTML, Javascript e CSS. E também é necessário ter um certificado emitido por uma qualquer empresa que os tipos que fizeram o meu browser dizem que é de confiança, mas só por um ano. Não, isto não é nem metade do que acontece na realidade.

A verdade é que andamos há anos a desenhar soluções que parecem bolos às camadas, mas em que cada camada e como um pedaço de história, um retrato de um tempo mais simples, com requisitos mais modestos.

A tecnologia assente em Blockchain não requer uma estrutura centralizada nem solicita a partilha de dados pessoais ou sequer que exista qualquer relação de confiança entre todas as partes envolvidas e, por outro lado, vem com conectividade de rede, encriptação, auditabilidade, permissões e time-stamping incluídos de raiz. Redes de dados instáveis não são um problema e não há necessidade de qualquer hardware novo ou de um protocolo, regulador ou empresas em especial.

Imaginem as possibilidades de uma Internet sem nomes nem intermediários ou servidores, mas sim baseada em autores e consumidores como pares numa rede P2P em que conteúdos originais e bens digitais são partilhados numa Blockchain em tempo real (protegidos por DRM, se necessário) e disponibilizados a consumidores autorizados diretamente nos seus dispositivos. Com as tecnologias de hoje seria praticamente impossível.

Descentralização, transparência radical, identidade individual soberana e cooperação sem confiança são temas que podem causar calafrios naqueles que ainda se reveem na política Francesa do século XVIII e as suas “alas”. Isto é um obstáculo real que está a atrasar o nosso desenvolvimento enquanto espécie, mas não é um problema exclusivo do Blockchain. Pessoalmente eu prefiro pensar no Blockchain como uma oportunidade para resolver problemas à escala dos nossos dias com soluções do nosso tempo. Eu quero lá saber de asas, eu quero é um jetpack!

Capacidades técnicas

Estas são as capacidades de produto e opções arquitectónicas que são únicas, nesta combinação, o Blockchain.

Modelos descentralizado e de propriedade distribuída
Mecanismos de consenso sem confiança que permite cooperação entre “inimigos” para ganhos mútuos
Base de dados protegida contra adulterações
Rasto auditável imutável e transações não repudiáveis
Formato de dados tipo livro razão em que só é permitido ler e adicionar novos registos (não alterar ou apagar)
Escalabilidade e tolerância de erros cloud-native
Time-stamping seguro
Assinaturas criptográficas e comunicação Peer to Peer como parte central da arquitetura
Quando analiso soluções baseadas em Blockchain, procuro focar-me nas capacidades acima descritas em vez de olhar para o nome do produto ou o código e tecnologia incluída. Desta maneira não corro o risco de ser cego pela ciência ou pelo hype.

Por exemplo, se me pedissem para desenhar uma solução onde a edição de dados fosse um requisito de negócio jamais consideraria criar uma frankenchain. Se, por outro lado o que me é pedido para criar uma solução de master data management para a escala da Indústria 4.0, conseguiria facilmente mapear os desafios de escalabilidade, propriedade, linhagem, privacidade, alta disponibilidade e confiança as características apresentadas por uma solução Blockchain.

Usando este mesmo método, vamos agora olhar analisar algumas indústrias cujos desafios chave parecem destinados a ser resolvidos com tecnologias Blockchain e irei também incluir algumas das empresas e iniciativas que me parecem valer a pena seguir de perto.

Verticais de Industria a espera de uma revolução

Industria financeira

Desafios chave: Arbitragem, clearance, reconciliação, remittance, interoperabilidade, confiança, transparência, ética.
Fique de olho em: Bitcoin, a Chain da NASDAQ, Bitstamp para troca de moeda e GridSingularity para trading de energia, Ripple para reconciliação bancaria internacional, a Stellar para todos os que não tem serviços bancários disponíveis.
Governo e governance

Desafios chave: Privacidade, confidencialidade, cooperação com “inimigos”, fonte única da verdade, propriedade (ownership) e confiança.
Fique de olho em: a BenBen que faz o registo fundiário em Gana, enquanto na Suécia a ChromaWay faz o mesmo. A Estónia continua a frente de todos os outros, claro. A Recruit pode assegurar as suas credenciais escolares, porque nem todos somos cirurgiões de foguetes ou neuro-economistas mas talvez você seja e um empregador deveria poder verifica-lo facilmente.
Saúde

Desafios chave: Privacidade, confidencialidade, fonte única da verdade, economias de escala invertidas devido a obrigações regulatórias e legais.
Fique de olho em: Estónia, EUA (de novo), parceria Gem Health e Phillips, Bits + Blocks Harvard Innovation Lab. Tierion ganhou um prémio Phillips Blockchain Lab nesta categoria.
Propriedade Intelectual

Desafios chave: Atribuição, gestão de direitos digitais, distribuição, intermediários, falsificação.
Fique de olho em: Resonate para musica, Ownage para jogos video, e Ascribe para obras de arte.
Gestão de Identidade

Desafios chave: Privacidade, confidencialidade, fonte única da verdade, confiança.
Fique de olho em: Synereo para atribuicão de conteúdos parilhados em redes sociais, Backfeed para gestão reputacional, Tradle para processos KYC, Uport para autenticação na web sem passwords, enquanto que a Authenteq e a EtherRe.al estão na vanguarda da identidade individual soberana.
Infraestrutura tecnológica

Desafios chave: Imutabilidade, confidencialidade, escala, segurança, confiança.
Fique de olho em: a BigchainDB que é claramente a melhor solucao para gestão de dados nesta escala, a Namecoin que resolve DNS a escala de IoT e Industry 4.0, a Ethereum que em breve sera o maior fog computer do mundo, a Interledger que é a melhor solucao para integrar diferentes blockchains. Se procura uma solução PKI, a Pomcor seria um bom começo de investigação. Por último, e para os mais geeksentre nos, vale a pena conhecer a tecnologia Thunder.
Industria Seguradora

Desafios chave: Confiança, transparência, risco, gestão de sinistros.
Fique de olho em: Mercados digitais para seguros e startups com ofertas de seguros Peer-to-Peer. A Tierion tem algumas boas ideias neste espaço.
Gestão Logistica

Desafios chave: Ética, origem (sourcing), rastreabilidade, fraude, conformidade legal.
Fique de olho em: A parceria IBM-Maersk parece realmente interessante. A Provenance esta a tentar combater a fraude e acabar com os diamantes de sangue, por isso merecem uma menção especial. A Chronicled tem por objectivo facilitar a transparência e confiança nas supply chain de Retalho, ou acabar com as sweat-shops, se preferir.
Ainda há poucas semanas, o escândalo com a carne Brasileira causou uma queda vertiginosa nas exportações com os volumes diários a cairem dos 63 Milhões de Dólares para… os 74 mil. Quatro milhões de pessoas têm os seus empregos em risco e esta é uma tecnologia que os pode ajudar. Mas não é só o Brasil, a Amazon tem um problema grave com falsificações que poderia ser aliviado com rastreamento digital de proveniência e uma solução baseada em Blockchain para bens e produtos com exactamente as mesmas características poderá muito bem ser a resposta certa para fazer o comercio internacional prosperar, mesmo se aparecerem novos muros, fronteiras e restrições alfandegárias.

Oportunidades de disrupção

Fico contente que tenha lido este artigo até aqui. Como agradecimento pelo tempo investido, quero partilhar algumas ideias de negócio onde a equipa certa poderá ter um impacto real e significativo usando tecnologias Blockchain. Um impacto à escala planetária.

Brexit – A Cidade de Londres é responsável por cerca de 70% de toda a atividade de compensação e liquidação na euro-área, dentro da União Europeia. Esta situação não será sustentável agora que os Britânicos escolheram sair da União e deixar também a jurisdição do Tribunal de Justiça Europeu. Podemos tentar replicar os sistemas actuais num novo país, OU, podemos criar um sistema de compensação e liquidação internacional baseado em Bitcoin e mudar o mundo!

Estamos a falar de um mercado que processa biliões de euros por dia em transações. Todo este processamento poderá muito bem continuar a ser feito a partir de um qualquer datacenter num qualquer país dentro da União com uma jurisdição própria mas pago com os impostos de todos nós ou, alternativamente, poderíamos criar uma rede europeia de “mineiros”, todos nós parceiros da União Europeia, a partilhar equitativamente os incentivos financeiros inerentes a participação voluntária numa rede Blockchain, de maneira que todos seriam incentivados a cooperar no sucesso da iniciativa e, simultaneamente, a partilhar os lucros. Essencialmente, esta poderia ser a fundação para um Rendimento Básico Universal que se paga a si mesmo e fornece um serviço de alto valor ao mercado.

Digital Job Twins – A falta de conhecimento empírico e experiência profissional em praticamente todas as áreas de trabalho e funções empresariais está a atrasar o desenvolvimento do Blockchain. Acredito plenamente que, com açúcar e cafeína suficientes, qualquer startup faz magia, mas será quando os contabilistas, os especialistas de logística, os notários, e os que mais se começarem a envolver-se e a descobrir o que podem fazer com esta tecnologia que veremos o mesmo impacto disruptor no mercado de trabalho que a Internet teve no princípio do século. Esta é uma tarefa para a #teamHuman!

Próximos passos

Espero ter despertado alguma da sua curiosidade e que agora esteja a pensar nos vários aspectos da sua vida quotidiana e da sua área de trabalho que poderiam ser transformados por alguém exatamente como você.

Assim sendo, o seu próximo passo será ver o excelente video abaixo que demonstra a Blockchain em ação, enquanto interioriza tudo o que leu. Pense em todas as possibilidades, sonhe em grande! Veja uma demonstração criada por Anders Brownworth relativamente à tecnologia Blockchain.

Não pretendo ofender ninguém na Industria Financeira, claro, no entanto esta é a minha experiência de anos de trabalho numa industria construída de raiz com base na falta de confiança.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/informacao/blockchain-nova-revolucao-tecnologica-nao-sera-centralizada/

Saiba qual é o melhor tipo de investidor para sua startup

Captar investimento é um momento importante para qualquer startup. Independentemente do momento da empresa, essa é uma decisão muito delicada, que envolve muitos riscos, principalmente da parte do empreendedor. E sempre levanta a pergunta, qual o melhor tipo de investidor para minha startup?

A grande verdade é que a busca por um investidor não pode ser feita de maneira precipitada e nem no momento errado, pois uma escolha ou decisão equivocada pode comprometer o negócio.

Dentro desse dilema, o empreendedor deverá avaliar o contexto do momento da empresa e qual será o tipo de investimento que se encaixa melhor com seus objetivos.

Com o intuito de ajudar os empreendedores nessa tomada de decisão, listamos abaixo 5 perfis de investidor para startups, além de informações de quando será o mais indicado procurar cada um deles.

1. Família e Amigos
Buscar recursos com pessoas conhecidas, como amigos e família é uma opção válida para startups que estão tirando a ideia do papel.

Recorrer aos conhecidos tem como objetivo conseguir pessoas de confiança investindo na ideia, e começar a testar o seu produto, pedir os primeiros feedbacks e receber as primeiras críticas.

Além disso, é uma ótima oportunidade para perder algo que o empreendedor não pode se dar ao luxo de ter: a vergonha!

2. Investidor Anjo
O momento ideal para que o empreendedor comece a buscar por um investimento anjo é quando o negócio já saiu da ideia, já foi construindo um MVP com testes no mercado e, nesse momento, precisa de capital para transformar isso em um produto totalmente comercializável e entrar no seu mercado de vez.

O investidor anjo poderá ajudar com capital financeiro e, principalmente, com sua prática de mercado. Por isso, faz sentido buscar investidores que tenham uma experiência na sua área para que possam contribuir além da parte financeira, ajudando a dar o grande start do negócio.

Nessa fase, para conquistar esse tipo de investidor faz sentido ter um plano de negócios bem definido, mostrando claramente o futuro ao qual se deseja chegar. Os investimentos podem variar de R$50 mil a R$500 mil.

investidor startup

3. Aceleradoras
Aceleradoras podem ser uma alternativa ao investidor anjo e são ideais para empresas que já possuem o produto sendo usado por clientes, mas estão com dificuldades em atingir plenamente o seu mercado de atuação.

Elas fornecem auxílio para que esse objetivo seja cumprido de forma mais rápida, pois possuem experiência em aceleração de negócios e uma rede de mentores qualificada, além do próprio networking ao qual o empreendedor terá acesso.

Somente negócios com um mínimo de maturidade conseguem a aprovação em programas de aceleração. Apesar disso, eles devem estar cientes que ainda estão em uma fase de muita mão na massa.

Os acordos de aceleração são diferentes de programa para programa, no geral variam de 5% a 25% da participação da empresa.

4. Seed Capital
Se a startup já tem o produto bem definido e um número relevante de clientes, porém ainda depende de um investimento financeiro para começar a expansão nesse mercado, abrir uma rodada de Seed Capital pode ser a melhor opção.

O Seed Capital está acima do investimento anjo e pode chegar até R$2 milhões, dependendo de quanto o investidor está disposto a investir e o empreendedor em ceder sua participação na empresa.

Investidores e fundos de investimento que trabalham com essa modalidade costumam fazer aportes em várias empresas para diminuir o risco e aumentar as suas chances de retorno.

5. Venture Capital
O investimento das Venture Capital, ou VC, são feitos em empresas que estão em pleno crescimento e precisam mais do que nunca de um bom aporte financeiro para ganhar uma grande escala, como sair de mil para 10 mil clientes em um ano, por exemplo.

Nesse sentido, os fundos de VC investem de R$2 milhões a R$10 milhões nas empresas em rodadas que podem ser chamadas de Série A, Série B, Série C, etc.

Caso a startup chegue até aqui, a grande dica é mostrar quanto resultado ela obteve sem esse tipo de recurso, podendo assim mostrar o seu potencial de crescimento e negociar boas condições para esse investimento.

https://abstartups.com.br/2016/12/15/qual-o-melhor-investidor-para-startup