7 maneiras de introduzir inteligência artificial nas empresas

Autor: REDAÇÃO / Fonte: IT FORUM 365 / 21 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 13:04

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Muitos fornecedores têm buscado formas de entrar nesse campo, e as suas ofertas fornecem opções para qualquer companhia que queira fazer seus processos ou produtos mais inteligentes

Existem diversos tipos de técnicas de inteligência virutal (AI, na sigla inglês), cada uma exigindo algum conhecimento técnico para compreendê-la completamente. Com as recém-chegadas dessas tecnologias, as empresas estão tendo dificuldades para descobrir qual a melhor forma de adotar a AI.

Basicamente, tecnologias cognitivas podem ser apenas extensões autônomas de análises tradicionais – executadas automaticamente por meio de todas as combinações possíveis de variáveis de previsão em uma análise de regressão, por exemplo.

Embora estas tecnologias possam parecer assustadoras, a boa notícia é que a implementação de soluções cognitivas está ficando cada vez mais palpável. Muitos fornecedores têm buscado formas de entrar nesse campo, e as suas ofertas fornecem opções para qualquer empresa que quer fazer seus processos ou produtos mais inteligentes. A análise é de Thomas H. Davenport, professor de gestão e tecnologia da informação no Babson College (EUA), e co-fundador do International Institute for Analytics. Em artigo publicado na Harvard Business Review, Davenport listou sete maneiras para começar a usar ferramentas cognitivas.

1. Use software de fornecedores que tenham capacidades cognitivas
Dois exemplos são Salesforce e Oracle, que anunciaram recentemente que estão adicionando capacidades cognitivas aos seus produtos. A Salesforce desenvolveu recursos para suas nuvens de software voltados para o cliente, incluindo a capacidade de marcar automaticamente oportunidades de vendas, ler e-mails de clientes, e classificar imagens utilizadas nos meios de comunicação social. Outras empresas de CRM, como a Costumer Matrix, foram fundadas com a ideia de combinar ferramentas cognitivas com capacidades transacionais de clientes. A Microsoft também anunciou recentemente que vai acrescentar capacidades cognitivas para muitos de seus produtos de software.

2. Escolha um projeto pequeno e um fornecedor com custos baixos
Ao invés de ir “all in”, algumas empresas optam por escolher um pequeno projeto e usar um conjunto de ferramentas menores. Um exemplo é a Cognitive Scale – empresa que conta com vários líderes que eram executivos do Watson na IBM. A companhia tem uma abordagem de desenvolvimento “10-10-10”, no qual o objetivo é construir uma aplicação cognitiva em 10 horas, personalizá-la em 10 dias, e implementar dentro de 10 semanas. Algumas das ofertas “de automação de processos robótico” de empresas como Blue Prism e Automation Anywhere também se qualificam como de baixo custo, embora até o momento o seus softwares não “aprendam”. Embora estes tipos de projetos exijam alguma consultoria para treinar ou configurar o software, geralmente há serviços disponíveis a partir de empresas de softwares ou seus parceiros de consultoria para efetuar esse trabalho.

3. Construa sua análise de forças para enfatizar o machine learning
Algumas formas de machine learning – particularmente aquelas baseadas em análise de regressão – são extensões diretas de capacidades analíticas de uma empresa. Se você já domina grande parte da “análise artesanal” com base em hipóteses humanas, pode ser o momento para explorar a geração automática de modelos analíticos por meio da aprendizagem de máquina.

4. Watson
O Watson, da IBM, ocupa a posição de alto custo e destaque na corrida cognitiva. Mas sim, você pode acessar a preços acessíveis as APIs do Watson por meio do Bluemix, desenvolvedor de cloud da IBM. A empresa gosta de começar o trabalho junto a clientes com uma proposta “Cognitive Value Assessment”, que indica o melhor lugar para obter sucesso com soluções cognitivas. Em seguida, a companhia fornece consultores e até mesmo pesquisadores Ph.D. para auxiliar os clientes. Mas isso não produz um resultado mais barato ou rápido. Especialmente se você for o primeiro em sua indústria a usar o Watson, haverá necessidade de diversos treinamentos e integrações. Mas as empresas que se sentem confortáveis em trabalhar com a IBM em grande escala e acreditam que é importante para dar um grande passo em seus negócios com a tecnologia cognitiva, vão considerar esta abordagem adequada.

5. Utilize chatbots
Chatbots são uma tecnologia cognitiva que usam conversas com linguagem naturais para interagir com aplicativos. Google, Apple, Microsoft e Facebook têm plataformas para desenvolvedores para implantar suas chatbots. Especialmente se a sua empresa está focada em mobile, em que os consumidores parecem particularmente inclinados em utilizar chatbots, você pode usar a tecnologia cognitiva, escolhendo uma das APIs dessas empresas e conectar seus aplicativos com elas.

6. Transforme sua aplicação em uma ferramenta mais inteligente ou autônoma
Usando arquiteturas modulares, baseadas em componentes, é possível adicionar abordagens cognitivas para aplicações.

7. Desenvolva soluções a partir de softwares abertos
Há um vasto leque de opções de softwares cognitivos open source. A desvantagem é que, uma vez que o software é livre, esta abordagem oferece os mais baixos custos de software. E provavelmente também irá produzir os mais altos custos com recursos humanos, uma vez que os cientistas de dados que podem usar essas bibliotecas são raros e caros. Construindo sua solução cognitiva a partir do zero com ferramentas de código aberto também pode demorar mais do que algumas das outras opções. Portanto, este ponto, provavelmente, só faz sentido se a sua empresa tem necessidades muito especializadas e está disposta a fazer um compromisso de longo prazo para construir capacidades cognitivas. Também é uma boa abordagem se você pretende incorporar características cognitivas em seu produto ou serviço.

Fonte: http://www.itforum365.com.br/tecnologias/inteligencia-artificial/7-maneiras-de-introduzir-inteligencia-artificial-nas-empresas

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